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Mostrando postagens com o rótulo Meio Crônica

Meio crônica: O amor segundo a literatura.

Temática base para quase toda a produção artística, o amor é e foi ao longo de toda a literatura, não um norte, mas um caminho sempre seguido pelos principais autores. Longe de competir, antes mais complementar, o amor se entrelaça nas mais variadas temáticas. Desde as Guerras Napoleônicas em Guerra e Paz, de Tolstoi, as personagens dramáticas de José de Alencar e as realistas e ambiciosas de Machado de Assis, até a literatura atual dos contos fantásticos e livros que flertam com mundos paralelos e realidades que não existe, o Amor como ele é, ou seja, uma confusão de sentimentos e desejos se mostra presente e até mesmo dominante. Desde os primórdios de toda a humanidade, os letrados parecem dedicar boa parte do seu tempo em expressar em palavras as ambiguidades do sentimento Amor. A literatura universal, e quem a conhece saberá confirmar, constitui um guia teórico como nunca antes visto sobre as abstrações do Amor. A literatura é capaz de fornecer uma série de situações e...

Meio Crônica: A Miséria das Relações.

Recentemente estava conversando com uma amiga sobre literatura. Decidi então contar a ela o que eu senti ao ler os livros do Realismo e o sentimento foi algo que ela confirmou: nada é verdadeiro, tudo é de mentira. Essa é a sensação que se tem quando se lê livros do Realismo que honrem com a escola literária: desolação, uma sensação de que nenhuma relação social é verdadeira, ela é fruto de um interesse. A tese machadiana das duas almas ainda reforça a falsidade das pessoas. Além de você não confiar nas pessoas, você passa a encará-las como um lado, como se fossem um Janos, da mitologia romana. A cereja do bolo fica por conta do Naturalismo que nos coloca sobre um entendimento determinista e demonstra a teoria muito bem embasada de que na realidade nós somos animais, porém nos comportamos por um período de tempo mais longo do que aqueles que são selvagens. É desconstruir rapidamente um entendimento que estava impregnado de romantismo do Romantismo. Apenas um livro do Rom...

Meio crônica #1

Li uma entrevista do psicólogo Contardo Calligaris ao jornal Zero Hora e na entrevista o cara contava como era ser jovem quando ele era jovem. Contou que na sua época, sem neuras, sem sociedade, sem moralismo, havia liberdade. Sexo não era perigoso e cheio de recomendações que hoje a sociedade impõe (claro, para o bem de todos, será?). Tentando reproduzir o que ele disse, sexo era sem neuras, era só por a língua e curtir. O cara é sensacional. Estou terminando o livro Feliz Ano velho, de Marcelo Rubens Paiva, que aliás, pretendo resenhar aqui. Além da escrita, esse cara é também, muito sensacional. Naquilo que é a sua pequena biografia, o cara usa uma escrita leve e desprendida das normas cultas da língua (pra que normal, afinal?), dando um certo tom de subjetivismo. Mas o que é realmente sensacional é como ele retrata a sua juventude e isso é realmente sensacional. Eles também eram desprendidos de neuras e dos malditos, sim, malditos moralismos sociais e religiosos. No livro, a j...