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Mostrando postagens com o rótulo Fiódor Dostoiévski

O Idiota (romance em quatro partes), de Fiódor Dostoiévski PARTE QUATRO (CONCLUSÃO)

"No seu desejo ardente de distinguir-se, às vezes estava pronto para o salto mais irracional; no entanto, mal conseguia se aproximar do salto irracional, nosso herói sempre se revelava inteligente demais para se atrever a dá-lo. Isso o deixava aniquilado. Tivesse oportunidade, é possível que se decidisse até por uma coisa vil, contanto que conseguisse  algo daquilo com que sonhava; porém, como se fosse de propósito, tão logo chegava ao limite sempre se revelava honesto demais para o ato extremamente vil."                                                                                                         Dostoiévski sobre os homens que buscam a originalidade de forma inteligente. Exemplificou  a busca em duas part...

O Idiota (romance em quatro partes), de Fiódor Dostoiévski TERCEIRA PARTE

 "Quem festim é esse, que grande e sempiterna festa é essa que não tem fim e que há muito o vem arrastando, sempre, desde a infância, e à qual ele não encontra meio de juntar-se. Toda manhã nasce o mesmo sol claro; toda manhã há arco-íris na cachoeira; toda tarde a montanha nevada, a mais alta de lá, ao longe, nos confins do céu, arde em uma chama purpúrea (...). E tudo tem o seu caminho, só ele não sabe de nada, não compreende nada, nem as pessoas, nem os sons, é estranho a tudo e é um aborto. Oh, ele, é claro, não pôde falar naquele momento com essas palavras e externar a sua pergunta, atormentava-se de forma surda e muda; mas agora lhe parecia que dissera tudo isso e naquela ocasião (...). Ele estava certo disso e, sabe-se lá, seu coração batia movido por esse pensamento..."                                                Dostoiévski aponta uma lembrança do...

O Idiota (romance em quatro partes), de Fiódor Dostoiévski SEGUNDA PARTE

"E porventura o rosto dela só inspira paixão? Além do mais, aquele rosto pode inspirar paixão até agora? Ele só infunde sofrimento, ele abrange toda a alma, ele... e uma lembrança cruciante e torturante correu de repente pelo coração do príncipe. Sim, é torturante. Ele se lembrou de que ainda há pouco ficara angustiado quando pela primeira vez passou a observar nela sinais de loucura. Naquele instante ele caiu quase em desespero. E como pôde deixá-la no momento em que ela fugia dele para Rogójin? Era a ele que cabia correr atrás dela e não ficar esperanto notícias. Entretanto... será que até hoje Rogójin não notou loucura nela? Hum... Rogójin vê em tudo outras causas, causas ardentes!"                                                                                   Reflexão ...

O Idiota (romance em quatro partes), de Fiódor Dostoiévski. PRIMEIRA PARTE

"Eu tenho minha concepção de real (em arte), e aquilo que a maioria chama quase de fantástico e excepcional para mim constitui, às vezes, a própria essência do real. (...) Porventura meu fantástico Idiota não é realidade, e ainda mais rotineira!? Ora, é precisamente neste momento que deve haver semelhantes caracteres em nossos segmentos sociais desvinculados da sua terra, segmentos esses que, na realidade, se tornam fantásticos."                                                                                                                                         Resposta de Dostoiévski a uma crítica que qualificava o seu personagem como irreal. ...